sexta-feira, 17 de julho de 2026

Pesquisa revela ação de parasitoides naturais no controle dos percevejos manchadores do algodão

                                   Dr. J.R. de Almeida

[https://x.com/dralmeidajr][instagram.com/profalmeidajr/][ https://orcid.org/0000-0001-5993-0665][https://www.researchgate.net/profile/Josimar_Almeida/stats][https://uerj.academia.edu/ALMEIDA][https://scholar.google.com.br/citations?user=vZiq3MAAAAJ&hl=pt-BR&user=_vZiq3MAAAAJ]

                                                                                  Editora Priscila Gomes




Um levantamento de campo conduzido pelos pesquisadores Mizuguchi e Almeida revelou que populações naturais dos percevejos manchadores do algodão (Dysdercus spp.) são naturalmente reguladas pela ação de parasitoides, reforçando a importância do controle biológico para o Manejo Integrado de Pragas (MIP). O estudo quantificou as taxas de parasitismo em diferentes populações da praga e identificou a atuação desses inimigos naturais sobre ninfas e adultos, com variações entre as épocas de coleta e os diferentes estágios de desenvolvimento dos insetos.

Os resultados representam uma contribuição significativa para a Entomologia Agrícola ao demonstrar que os mecanismos naturais de controle já atuavam nas lavouras brasileiras, mesmo em um período em que o manejo fitossanitário era fortemente baseado na utilização de inseticidas químicos. A pesquisa evidenciou que o equilíbrio ecológico existente nos agroecossistemas pode exercer influência direta sobre a dinâmica populacional das pragas, reduzindo naturalmente sua capacidade de crescimento.

Especialistas destacam que esse tipo de levantamento possui elevado valor científico por fornecer informações essenciais para o planejamento de programas de controle biológico. A presença de parasitoides em populações naturais indica que determinados organismos já exercem pressão sobre a praga sem necessidade de intervenção humana, permitindo identificar quais grupos apresentam maior potencial para serem conservados e incorporados às estratégias modernas de manejo.

Outro aspecto relevante observado pelos pesquisadores é a chamada sincronia fenológica entre parasitoides e percevejos. As variações nas taxas de parasitismo registradas ao longo das coletas demonstram que a atividade desses inimigos naturais ocorre em períodos específicos do ciclo biológico da praga. Esse conhecimento é fundamental para orientar a época mais adequada de aplicação de inseticidas, reduzindo impactos sobre organismos benéficos e aumentando a eficiência das medidas de controle fitossanitário.

A pesquisa também oferece importantes indicadores sobre a qualidade ambiental das áreas agrícolas. Taxas elevadas de parasitismo costumam refletir agroecossistemas que ainda preservam diversidade biológica, conectividade entre habitats e disponibilidade de refúgios para a fauna benéfica. Essas características favorecem a manutenção dos processos ecológicos naturais, fortalecendo a capacidade do ambiente em regular populações de insetos-praga sem depender exclusivamente de intervenções químicas.

Segundo especialistas, a conservação desses inimigos naturais tornou-se um dos princípios fundamentais da agricultura sustentável. A integração entre monitoramento populacional, preservação da biodiversidade e uso criterioso de defensivos agrícolas permite reduzir custos de produção, minimizar impactos ambientais e retardar o desenvolvimento de resistência das pragas aos inseticidas.

Embora o estudo não tenha identificado os parasitoides em nível de espécie no título da publicação, os registros obtidos em campo foram suficientes para comprovar a existência de um complexo ecológico envolvendo parasitoides e percevejos manchadores do algodão. Essa constatação representou um importante avanço científico para a época, ao demonstrar que diferentes organismos atuavam simultaneamente como agentes naturais de controle da praga.



Décadas após sua publicação, a pesquisa continua sendo considerada uma referência para os estudos de controle biológico na cultura do algodão. Os dados obtidos por Mizuguchi e Almeida permanecem relevantes para o desenvolvimento de novas investigações sobre identificação molecular de parasitoides, conservação de inimigos naturais e aperfeiçoamento do Manejo Integrado de Pragas, reafirmando que compreender as interações ecológicas presentes nos agroecossistemas é essencial para promover uma agricultura mais produtiva, resiliente e ambientalmente sustentável.

Percevejos manchadores comprometem a qualidade da fibra e impulsionam pesquisas sobre controle biológico

                                               Dr. J.R. de Almeida

[https://x.com/dralmeidajr][instagram.com/profalmeidajr/][ https://orcid.org/0000-0001-5993-0665][https://www.researchgate.net/profile/Josimar_Almeida/stats][https://uerj.academia.edu/ALMEIDA][https://scholar.google.com.br/citations?user=vZiq3MAAAAJ&hl=pt-BR&user=_vZiq3MAAAAJ]

                                                                                  Editora Priscila Gomes




Além dos prejuízos causados pela sucção das sementes e das fibras do algodoeiro, os percevejos manchadores do gênero Dysdercus representam uma importante ameaça fitossanitária por atuarem como vetores de microrganismos patogênicos. Durante o processo de alimentação, esses insetos podem inocular o fungo Nematospora gossypii, agente etiológico da doença conhecida como mancha interna do algodão, uma das principais responsáveis pela perda de qualidade da fibra produzida.

A infecção compromete as características tecnológicas da fibra, reduzindo sua resistência, uniformidade e valor comercial. Estudos indicam que, em situações de elevada incidência da doença, a depreciação da qualidade da fibra pode atingir aproximadamente 30%, ocasionando prejuízos expressivos para produtores rurais e para toda a cadeia produtiva do algodão, desde a colheita até a indústria têxtil.

Na década de 1980, o controle dos percevejos manchadores era baseado predominantemente na aplicação intensiva de inseticidas químicos, especialmente dos grupos dos organofosforados e piretroides. Esses produtos representavam as principais ferramentas disponíveis para reduzir rapidamente as populações da praga, refletindo o modelo de manejo agrícola predominante naquele período.

Entretanto, o conhecimento científico sobre a diversidade e a importância dos inimigos naturais associados aos hemípteros de hábito gregário ainda era bastante limitado. A escassez de informações sobre parasitoides, predadores e outros agentes de controle biológico restringia a adoção de estratégias sustentáveis, tornando o controle químico praticamente a única alternativa utilizada em larga escala nas lavouras de algodão.

Com o avanço das pesquisas em Entomologia Agrícola e Ecologia de Insetos, esse cenário começou a mudar. Estudos posteriores demonstraram que diversos organismos benéficos exercem papel fundamental na regulação natural das populações de percevejos, contribuindo para o equilíbrio ecológico dos agroecossistemas e reduzindo a necessidade de aplicações frequentes de inseticidas.

Atualmente, especialistas defendem que a conservação desses inimigos naturais constitui um dos princípios do Manejo Integrado de Pragas (MIP). A integração entre monitoramento populacional, controle biológico, uso criterioso de defensivos agrícolas e práticas de manejo ambiental permite controlar as populações da praga de forma mais eficiente, reduzindo impactos ambientais, preservando a biodiversidade e favorecendo uma produção agrícola mais sustentável.



O histórico das pesquisas evidencia que compreender a biologia dos percevejos manchadores e suas interações com fungos patogênicos e inimigos naturais continua sendo essencial para o desenvolvimento de tecnologias capazes de proteger a produtividade e a qualidade do algodão brasileiro. Ao reunir conhecimentos sobre fitossanidade, ecologia e controle biológico, a ciência fortalece estratégias que conciliam competitividade agrícola, conservação ambiental e segurança na produção de uma das fibras naturais mais importantes do mundo.

Estudo pioneiro revela a importância do controle biológico dos percevejos manchadores do algodão para a sustentabilidade agrícola

                                                       Dr. J.R. de Almeida

[https://x.com/dralmeidajr][instagram.com/profalmeidajr/][ https://orcid.org/0000-0001-5993-0665][https://www.researchgate.net/profile/Josimar_Almeida/stats][https://uerj.academia.edu/ALMEIDA][https://scholar.google.com.br/citations?user=vZiq3MAAAAJ&hl=pt-BR&user=_vZiq3MAAAAJ]

                                                                                  Editora Priscila Gomes




A cultura do algodão desempenha papel estratégico na agricultura brasileira, mas sua produtividade e a qualidade da fibra são constantemente ameaçadas pela ocorrência de pragas que comprometem o desenvolvimento das lavouras. Entre elas, destacam-se os percevejos manchadores do algodão, insetos do gênero Dysdercus (Hemiptera: Pyrrhocoridae), reconhecidos como importantes agentes de perdas econômicas na cotonicultura.

Um estudo publicado na Revista Brasileira de Entomologia (v. 25, n. 1, p. 55–60, 1981), classificado como Qualis B1 pela CAPES, trouxe contribuições relevantes para a Entomologia Agrícola ao documentar uma importante interação ecológica envolvendo o algodoeiro, os percevejos manchadores e seus inimigos naturais. A pesquisa destacou uma interação tritrófica — relação ecológica entre planta, inseto-praga e parasitoide — considerada um dos fundamentos biológicos para o desenvolvimento do Manejo Integrado de Pragas (MIP).

Os percevejos do gênero Dysdercus alimentam-se por meio da sucção das sementes e das fibras do algodão, provocando danos que reduzem a qualidade da produção e afetam diretamente o valor comercial da cultura. A alimentação desses insetos interfere na formação das fibras, ocasionando prejuízos que repercutem em toda a cadeia produtiva, desde o campo até a indústria têxtil.

Além dos danos causados pela alimentação, especialistas destacam que essas espécies possuem elevada importância fitossanitária devido à sua capacidade de favorecer a disseminação de microrganismos associados às plantas cultivadas. Esse conjunto de fatores torna os percevejos manchadores uma das pragas de maior relevância econômica para a cultura do algodão em diversas regiões produtoras.

A pesquisa realizada em 1981 representou um marco ao demonstrar que o equilíbrio ecológico das lavouras pode ser favorecido pela atuação de inimigos naturais presentes no ambiente agrícola. Na época, o conhecimento sobre parasitoides associados aos percevejos ainda era limitado, e o controle das populações de insetos-praga dependia, principalmente, da aplicação de inseticidas químicos de amplo espectro.

Ao documentar a ocorrência de organismos capazes de parasitar naturalmente os percevejos manchadores, o estudo abriu novas perspectivas para a utilização do controle biológico como ferramenta complementar no Manejo Integrado de Pragas. Essa abordagem busca reduzir a dependência de produtos químicos, preservar organismos benéficos e promover maior equilíbrio nos agroecossistemas.

Atualmente, pesquisadores consideram que as interações tritróficas representam um dos pilares da agricultura sustentável. Compreender as relações entre plantas, insetos-praga e inimigos naturais permite desenvolver estratégias de manejo mais eficientes, diminuindo impactos ambientais, reduzindo custos de produção e contribuindo para a conservação da biodiversidade presente nas áreas agrícolas.

Mesmo após mais de quatro décadas de sua publicação, o estudo permanece como uma referência para a Entomologia Agrícola brasileira. Seus resultados reforçam que a valorização dos processos ecológicos naturais constitui uma das principais alternativas para enfrentar os desafios fitossanitários da cotonicultura moderna, especialmente diante do aumento da resistência de pragas aos inseticidas convencionais e da crescente demanda por sistemas de produção mais sustentáveis.



Ao evidenciar a importância dos inimigos naturais no controle dos percevejos manchadores do algodão, a pesquisa reafirma o papel da ciência na construção de soluções inovadoras para a agricultura, demonstrando que o conhecimento produzido no passado continua contribuindo para o desenvolvimento de práticas agrícolas mais eficientes, ambientalmente responsáveis e alinhadas aos princípios da sustentabilidade.

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Pesquisa integra ciência, diagnóstico ambiental e participação social para fortalecer a gestão de resíduos sólidos

                                                               Dr. J.R. de Almeida

[https://x.com/dralmeidajr][instagram.com/profalmeidajr/][ https://orcid.org/0000-0001-5993-0665][https://www.researchgate.net/profile/Josimar_Almeida/stats][https://uerj.academia.edu/ALMEIDA][https://scholar.google.com.br/citations?user=vZiq3MAAAAJ&hl=pt-BR&user=_vZiq3MAAAAJ]

                                                                                  Editora Priscila Gomes




A compreensão dos desafios relacionados à gestão dos resíduos sólidos exige abordagens que integrem diferentes áreas do conhecimento e aproximem a pesquisa científica das necessidades da sociedade. Com essa proposta, um projeto voltado à governança ambiental na Mesorregião Oeste Potiguar adota uma metodologia multidisciplinar que reúne investigação de campo, análises técnicas e participação social para produzir um diagnóstico abrangente da realidade ambiental da região.

A pesquisa combina levantamentos em campo, análise de documentos técnicos e institucionais, entrevistas com gestores públicos e avaliações ambientais das áreas consideradas mais críticas para o gerenciamento dos resíduos sólidos urbanos. A estratégia permite identificar não apenas as limitações dos sistemas de coleta e destinação final, mas também os fatores institucionais, sociais e ambientais que dificultam a implementação de políticas públicas mais eficientes.

Um dos principais diferenciais do estudo é a avaliação do passivo ambiental acumulado ao longo dos anos em lixões e áreas de descarte irregular. Esses locais representam importantes fontes de degradação ambiental, favorecendo a contaminação do solo, das águas superficiais e subterrâneas e comprometendo o equilíbrio dos ecossistemas. Além dos impactos ecológicos, a exposição contínua aos resíduos pode representar riscos significativos à saúde das populações que vivem próximas a essas áreas, especialmente dos trabalhadores que atuam na coleta de materiais recicláveis em condições precárias.

Para dimensionar esses impactos, a equipe de pesquisa emprega ferramentas de georreferenciamento e realiza coletas de amostras ambientais, possibilitando a produção de informações espaciais e dados técnicos sobre a qualidade do solo e da água. Esses levantamentos permitem identificar áreas prioritárias para recuperação ambiental e fornecem subsídios científicos para o planejamento de ações de remediação, monitoramento e gestão territorial.

Os resultados também poderão auxiliar os municípios no cumprimento das diretrizes estabelecidas pela Política Nacional de Resíduos Sólidos, fortalecendo o planejamento ambiental e contribuindo para a adoção de medidas mais eficazes de prevenção, controle da poluição e recuperação de áreas degradadas. O diagnóstico técnico produzido pelo projeto oferece uma base consistente para a formulação de políticas públicas voltadas ao manejo adequado dos resíduos e à redução dos impactos ambientais.

A pesquisa incorpora ainda uma importante dimensão social ao investigar a percepção da população sobre consumo, geração de resíduos e práticas de descarte. Por meio da aplicação de questionários, os pesquisadores buscam compreender como diferentes grupos sociais percebem os desafios ambientais e quais fatores influenciam seus hábitos cotidianos. Essas informações poderão orientar estratégias de Educação Ambiental voltadas ao fortalecimento da participação cidadã e à promoção de práticas mais sustentáveis.

Como parte das ações de extensão universitária, o conhecimento produzido será compartilhado com a comunidade por meio da elaboração de cartilhas educativas, oficinas, seminários e atividades de divulgação científica. A iniciativa busca democratizar o acesso às informações, estimular o diálogo entre pesquisadores, gestores públicos e sociedade e incentivar a adoção de soluções coletivas para os problemas relacionados aos resíduos sólidos.

Especialistas destacam que a integração entre pesquisa científica, inovação tecnológica, educação ambiental e participação social constitui um dos principais caminhos para o fortalecimento da governança ambiental. Ao produzir informações confiáveis e aproximar o conhecimento acadêmico da realidade dos municípios, o projeto amplia a capacidade de planejamento e tomada de decisão dos gestores públicos.



Os impactos esperados transcendem a esfera acadêmica. Além de contribuir para o avanço das pesquisas em gestão ambiental e conservação dos recursos naturais, a iniciativa pretende oferecer instrumentos concretos para melhorar a qualidade ambiental, proteger a saúde pública, promover a inclusão social e fortalecer políticas voltadas ao desenvolvimento sustentável. Dessa forma, a pesquisa reafirma o papel da ciência como ferramenta essencial para transformar conhecimento em soluções capazes de responder aos desafios ambientais do presente e construir um futuro mais equilibrado para as próximas gerações.

Projeto busca transformar a gestão de resíduos sólidos e fortalecer a sustentabilidade no semiárido potiguar

                                                         Dr. J.R. de Almeida

[https://x.com/dralmeidajr][instagram.com/profalmeidajr/][ https://orcid.org/0000-0001-5993-0665][https://www.researchgate.net/profile/Josimar_Almeida/stats][https://uerj.academia.edu/ALMEIDA][https://scholar.google.com.br/citations?user=vZiq3MAAAAJ&hl=pt-BR&user=_vZiq3MAAAAJ]

                                                                                  Editora Priscila Gomes





Os impactos esperados pelo projeto "Governança Ambiental e Gestão Integrada de Resíduos Sólidos na Mesorregião Oeste Potiguar" ultrapassam os limites da produção acadêmica e da pesquisa científica. A iniciativa pretende oferecer aos gestores públicos um diagnóstico detalhado da realidade regional, reunindo informações técnicas capazes de subsidiar políticas públicas mais eficientes para o gerenciamento dos resíduos sólidos urbanos e o fortalecimento da governança ambiental.

A proposta visa fornecer diretrizes práticas que auxiliem os municípios na modernização de seus sistemas de gestão, ampliem o acesso a recursos estaduais e federais e promovam maior eficiência na implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Ao mesmo tempo, o projeto reconhece o papel estratégico dos catadores de materiais recicláveis, defendendo sua inclusão social e produtiva como agentes fundamentais da economia circular e da conservação ambiental.

Especialistas destacam que a valorização desses trabalhadores representa um importante avanço para a sustentabilidade. Além de contribuírem para a redução do volume de resíduos destinados aos aterros sanitários, os catadores desempenham papel essencial na recuperação de materiais recicláveis, na geração de renda, na redução da exploração de recursos naturais e na diminuição das emissões de gases de efeito estufa associadas à produção de novos materiais.

No ambiente universitário, o projeto fortalece a integração entre ensino, pesquisa e extensão, aproximando a produção científica das demandas da sociedade. A iniciativa incentiva o desenvolvimento de pesquisas aplicadas, promove a formação de profissionais qualificados e estimula a construção de soluções inovadoras para problemas ambientais enfrentados pelos municípios da região. Dessa forma, a universidade amplia seu papel como agente de desenvolvimento regional e difusão do conhecimento científico.

A proposta também busca ampliar a conscientização da população sobre a importância da gestão adequada dos resíduos sólidos. Em vez de compreender o lixo apenas como um problema relacionado ao descarte final, o projeto estimula uma reflexão sobre sua origem, relacionando a geração de resíduos aos atuais padrões de produção, consumo e uso dos recursos naturais. Essa mudança de perspectiva evidencia que a gestão dos resíduos começa muito antes da coleta, envolvendo escolhas conscientes, redução do desperdício, reutilização de materiais e incentivo à reciclagem.

Pesquisadores ressaltam que a crise dos resíduos sólidos está diretamente associada aos modelos contemporâneos de consumo e ao crescente aumento da geração de materiais descartáveis. Enfrentar esse desafio exige mudanças estruturais que envolvem planejamento urbano, fortalecimento institucional, educação ambiental, inovação tecnológica e participação ativa da sociedade.

Nesse contexto, o projeto reforça que soluções duradouras dependem da integração entre ciência, políticas públicas e transformação de comportamentos. A produção de conhecimento científico fornece as bases técnicas para decisões mais eficazes, enquanto a atuação dos gestores públicos possibilita a implementação de políticas ambientais consistentes. Paralelamente, a participação da população fortalece práticas sustentáveis capazes de reduzir os impactos ambientais e ampliar a eficiência dos sistemas de gestão.

A iniciativa demonstra que a proteção ambiental no semiárido potiguar está diretamente relacionada à promoção da saúde pública, ao desenvolvimento econômico e à conservação dos recursos naturais. Ao estimular uma gestão integrada e participativa dos resíduos sólidos, o projeto contribui para a construção de municípios mais sustentáveis, resilientes e preparados para enfrentar os desafios ambientais das próximas décadas.



Mais do que apresentar soluções técnicas, a proposta reafirma que o futuro da gestão ambiental depende da cooperação entre universidades, governos, setor produtivo e sociedade. A união entre conhecimento científico, inovação, participação social e responsabilidade ambiental representa um dos caminhos mais promissores para transformar resíduos em oportunidades, preservar a biodiversidade e garantir melhor qualidade de vida para as atuais e futuras gerações.

Gestão integrada de resíduos sólidos surge como estratégia para fortalecer a governança ambiental no Oeste Potiguar

                                                                 Dr. J.R. de Almeida

[https://x.com/dralmeidajr][instagram.com/profalmeidajr/][ https://orcid.org/0000-0001-5993-0665][https://www.researchgate.net/profile/Josimar_Almeida/stats][https://uerj.academia.edu/ALMEIDA][https://scholar.google.com.br/citations?user=vZiq3MAAAAJ&hl=pt-BR&user=_vZiq3MAAAAJ]

                                                                                  Editora Priscila Gomes




A gestão inadequada dos resíduos sólidos urbanos continua entre os maiores desafios ambientais enfrentados pelos municípios brasileiros. Além dos impactos ecológicos provocados pelo descarte irregular de resíduos, especialistas alertam que as deficiências na gestão comprometem a saúde pública, elevam os gastos municipais e dificultam o acesso a recursos destinados ao fortalecimento das políticas ambientais.

O acúmulo de resíduos em lixões e áreas de descarte inadequado favorece a contaminação do solo, dos corpos hídricos superficiais e subterrâneos, além de contribuir para a emissão de gases de efeito estufa, especialmente o metano, produzido durante a decomposição da matéria orgânica. Esses impactos afetam diretamente a biodiversidade, comprometem a qualidade dos ecossistemas e aumentam os riscos de proliferação de vetores de doenças, tornando a gestão dos resíduos sólidos uma prioridade para a conservação ambiental e a saúde das populações.

Os reflexos também são expressivos na economia. Dados referentes a 2022 mostram que o Brasil destinou aproximadamente R$ 29,2 bilhões às atividades de coleta de resíduos sólidos urbanos. Apesar desse elevado investimento, a baixa eficiência dos sistemas de reciclagem faz com que materiais potencialmente reutilizáveis continuem sendo descartados em aterros sanitários e lixões. Estima-se que a ausência de uma cadeia de reciclagem mais eficiente represente perdas econômicas da ordem de R$ 14 bilhões por ano, recursos que poderiam ser reinseridos na economia por meio da recuperação de materiais recicláveis, da geração de empregos e do fortalecimento da economia circular.

No Rio Grande do Norte, os desafios tornam-se ainda mais evidentes. Em 2024, menos de vinte municípios conseguiram encaminhar a declaração obrigatória ao Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos, instrumento utilizado para monitorar o desempenho da política nacional no setor. A baixa adesão evidencia fragilidades administrativas, limita a produção de indicadores confiáveis e pode comprometer o acesso dos municípios a financiamentos e programas federais destinados à melhoria da infraestrutura ambiental.

Especialistas ressaltam que a ausência de informações atualizadas dificulta o planejamento de políticas públicas, reduz a capacidade de monitoramento das ações ambientais e enfraquece a governança dos sistemas de limpeza urbana e manejo de resíduos. Sem dados consistentes, torna-se mais complexo identificar prioridades, avaliar resultados e direcionar investimentos para soluções mais eficientes e sustentáveis.

Nesse contexto, o projeto "Governança Ambiental e Gestão Integrada de Resíduos Sólidos na Mesorregião Oeste Potiguar" propõe uma abordagem que ultrapassa os aspectos operacionais da coleta e destinação final dos resíduos. A iniciativa busca fortalecer os mecanismos de governança ambiental por meio da integração entre gestão pública, instituições de pesquisa, organizações da sociedade civil, setor produtivo e comunidades locais, promovendo soluções baseadas na cooperação e no planejamento participativo.

A proposta também reconhece a Educação Ambiental como elemento essencial para transformar hábitos de consumo e incentivar a participação da população na separação, reutilização e reciclagem dos resíduos. Ao estimular uma cultura de responsabilidade compartilhada, o projeto pretende fortalecer a gestão integrada dos resíduos sólidos, reduzir os impactos ambientais e ampliar a eficiência dos sistemas municipais.

Outro objetivo é incentivar a adoção dos princípios da economia circular, modelo que prioriza a redução da geração de resíduos, o reaproveitamento de materiais e a reinserção de produtos no ciclo produtivo. Essa estratégia contribui para diminuir a pressão sobre os recursos naturais, reduzir a emissão de poluentes e ampliar a sustentabilidade das cadeias produtivas.

Pesquisadores destacam que a governança ambiental representa um dos pilares para enfrentar os desafios da gestão de resíduos no século XXI. Mais do que investir em infraestrutura, é necessário fortalecer a capacidade institucional dos municípios, ampliar a transparência na gestão pública, incentivar a inovação tecnológica e promover a participação social nas decisões relacionadas ao meio ambiente.



Dessa forma, iniciativas voltadas à gestão integrada dos resíduos sólidos tornam-se instrumentos estratégicos para conciliar desenvolvimento regional, conservação ambiental e qualidade de vida. A adoção de políticas públicas baseadas em planejamento, conhecimento científico e cooperação entre diferentes setores da sociedade poderá contribuir para transformar um dos maiores desafios urbanos em uma oportunidade de desenvolvimento sustentável e preservação da biodiversidade.

quarta-feira, 15 de julho de 2026

Estudo pioneiro orienta novas estratégias para o manejo sustentável dos percevejos do algodoeiro

                                                                Dr. J.R. de Almeida

[https://x.com/dralmeidajr][instagram.com/profalmeidajr/][ https://orcid.org/0000-0001-5993-0665][https://www.researchgate.net/profile/Josimar_Almeida/stats][https://uerj.academia.edu/ALMEIDA][https://scholar.google.com.br/citations?user=vZiq3MAAAAJ&hl=pt-BR&user=_vZiq3MAAAAJ]

                                                                                  Editora Priscila Gomes




Mais de quatro décadas após sua publicação, a pesquisa realizada por Mizuguchi e Almeida continua fornecendo importantes subsídios para o aperfeiçoamento do Manejo Integrado de Pragas (MIP) na cultura do algodão. Os resultados obtidos em 1981 demonstraram que parasitoides nativos já exerciam controle natural sobre populações de percevejos manchadores (Dysdercus spp.), evidenciando que os mecanismos biológicos de regulação populacional estavam presentes nos agroecossistemas muito antes da consolidação dos atuais programas de controle biológico.

Com os avanços da Entomologia, da Biologia Molecular e da Agricultura Sustentável, especialistas destacam que as informações produzidas naquele estudo permanecem altamente relevantes e podem orientar novas estratégias de manejo fitossanitário para as lavouras brasileiras.

Uma das principais aplicações está relacionada ao fortalecimento do chamado Manejo Integrado de Pragas Conservativo. Essa abordagem busca preservar os inimigos naturais existentes nas áreas cultivadas por meio da adoção de inseticidas mais seletivos, reduzindo os impactos sobre parasitoides e outros organismos benéficos. Dessa forma, recomenda-se evitar aplicações de inseticidas de amplo espectro durante os períodos de maior atividade desses agentes naturais, priorizando produtos com maior seletividade fisiológica e reguladores de crescimento de insetos (IGRs), capazes de controlar a praga com menor interferência no equilíbrio ecológico da lavoura.

Outra contribuição importante refere-se ao monitoramento das populações de percevejos. Pesquisadores defendem que programas modernos de amostragem podem incorporar a avaliação das taxas de parasitismo como ferramenta complementar para a tomada de decisão. A análise de ninfas e adultos coletados em levantamentos de campo permite estimar a proporção de indivíduos naturalmente parasitados, informação que pode indicar quando a ação dos inimigos naturais é suficiente para reduzir a população da praga, evitando aplicações desnecessárias de inseticidas e diminuindo custos de produção.

O avanço das técnicas de biologia molecular também abre novas perspectivas para ampliar o conhecimento obtido no estudo original. Especialistas sugerem que a identificação molecular dos parasitoides, utilizando marcadores genéticos como o gene mitocondrial COI (Cytochrome Oxidase I), poderá esclarecer quais espécies compõem esse complexo de inimigos naturais. Essas informações permitirão avaliar seu potencial para programas de criação massal e utilização em estratégias de controle biológico aplicado, seja utilizando os próprios percevejos do algodão como hospedeiros ou espécies alternativas adequadas para produção em laboratório.

Esse resgate científico ganha importância diante dos desafios atuais enfrentados pela cotonicultura. A expansão das áreas de cultivo e o aumento dos casos de resistência de populações de percevejos a determinados grupos de inseticidas, incluindo neonicotinoides, reforçam a necessidade de estratégias mais sustentáveis de manejo. Nesse contexto, a conservação e o aproveitamento de inimigos naturais nativos surgem como alternativas promissoras por apresentarem menor custo operacional, reduzirem impactos ambientais e contribuírem para a manutenção do equilíbrio ecológico nos agroecossistemas.

Pesquisadores ressaltam que a integração entre controle biológico, monitoramento populacional, uso racional de defensivos agrícolas e conservação da biodiversidade representa uma das bases da agricultura moderna. O conhecimento acumulado ao longo das últimas décadas demonstra que sistemas agrícolas mais resilientes dependem da valorização dos processos ecológicos naturais, capazes de atuar como importantes reguladores das populações de insetos-praga.



O estudo realizado em 1981 evidencia que o controle biológico dos percevejos manchadores do algodão não é uma abordagem recente. Ao documentar a atuação de parasitoides em condições naturais, a pesquisa estabeleceu um marco para a Entomologia Agrícola brasileira e antecipou conceitos que hoje são considerados fundamentais para o Manejo Integrado de Pragas. A redescoberta desses resultados reforça a importância de revisitar estudos clássicos, incorporando novas ferramentas científicas para transformar conhecimentos históricos em soluções inovadoras para uma agricultura mais eficiente, sustentável e ambientalmente responsável.

Pesquisa revela ação de parasitoides naturais no controle dos percevejos manchadores do algodão

                                    Dr. J.R. de Almeida [ https:// x .com/dralmeidajr ][ in stagram .com/profalmeidajr/ ][ https:// orcid ....